
Estava um Cego sentado numa calçada em Paris com um boné a seus pés e um cartaz de madeira, escrito com giz branco, com uma caligrafia meio termida:
" Por favor, ajude-me. Sou Cego."
Um publicitário, da área da criatividade, que passava em frente dele, parou e viu poucas moedas dentro do boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o e com o giz branco escreveu outro apelo. Voltou a colocar o cartaz no chão, aos pés do Cego e foi embora.
Ao cair da tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao Cego que continuava no mesmo sítio a pedir esmola. Mas desta vez o boné estava cheio de moedas e notas.
O Cego reconheceu pelo som os passos dos publicitário e perguntou-lhe o que tinha feito ao cartaz, pois queria saber o que lá estava escrito. O publicitário respondeu:
"Nada que não esteja de acordo com o seu apelo, mas com outras palavras. "
E sorriu, continuando o seu caminho.
O Cego nunca soube o que estava escrito, mas o cartaz dizia:
"Hoje é Primavera em Paris e eu... Não posso vê-la!"
"Quando o homem fala da eternidade, é como o cego que fala da luz."
Fonte:
São Gregório
6 comentários:
wow, adorei (:
já conhecia... e gosto muito! :)
Lindo :')
dos melhores textos que já li... dá que pensar, muito bom :)
É sempre tudo uma questão de prespectiva :)
achas que posso pôr também no meu blog? é que adorei mesmo! e eu punha-te nos créditos claro :)
Enviar um comentário